Em entrevista concedida à CBN Manaus, no dia 24 de abril de 2026, o pesquisador sênior do Centro Soberania e Clima, Helder Guimarães, destacou que a Amazônia vive um momento histórico crítico, marcado pela fusão entre crimes ambientais e o crime organizado. Ele apontou o crescimento de atividades ilícitas como a grilagem de terras, o garimpo ilegal com contaminação por mercúrio e a biopirataria como desafios centrais que exigem atenção imediata.
Durante conversa com o jornalista Patrick Motta Filho, no Tarde de Notícias, Helder defendeu a urgência de uma abordagem integrada para enfrentar as problemáticas na região amazônica. Segundo o pesquisador, a segurança regional e o desenvolvimento sustentável devem caminhar juntos, sendo potencializados por “operações espelhadas”, onde as Forças Armadas brasileiras e as de países vizinhos atuam em sincronia nas fronteiras, aliadas a órgãos de fiscalização como IBAMA e ICMBio e a sociedade civil. A resposta deve ir além do simples aporte de recursos. “Ações isoladas têm um impacto menor. Resultados mais efetivos surgem quando temos uma coordenação de operações e juntamos esforços de diferentes instituições”, ponderou.
Helder detalhou que o Centro Soberania e Clima realizará dois eventos estratégicos em Manaus (AM), nos dias 20 e 21 de maio, que visam reunir academia, forças de segurança e sociedade civil para o debate sobre segurança e sustentabilidade na Amazônia: “o objetivo primordial […] é estabelecer uma agenda comum e buscar soluções integradas, de tal forma que consigamos fortalecer a segurança regional e também o desenvolvimento sustentável, ambos têm que caminhar juntos”.
No dia 20, ocorrerá um Simpósio Internacional aberto ao público e gratuito, realizado em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), voltado para acadêmicos e especialistas interessados em discutir o combate ao crime sob a ótica do desenvolvimento regional (inscrições disponíveis até o dia 19 de maio, no formulário). Já no dia 21, um workshop técnico e fechado reunirá autoridades estatais e de segurança, além de representantes da sociedade civil e academia, para formular ações práticas, soluções e cooperação transfronteiriça contra o crime organizado, reforçando a pluralidade de vozes necessária para proteger a soberania e a sociedade amazônica.
Acompanhe a entrevista na íntegra!



