A coordenadora de projetos do Centro Soberania e Clima, Mila Campbell, participou do Rio Climate Security Dialogue, realizado nos dias 18 e 19 de março de 2026, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes da União Europeia, governos pan-amazônicos, sociedade civil e academia para discutir os impactos do crime ambiental no contexto da crise climática.
As discussões abordaram a relação entre mudanças climáticas, degradação ambiental e segurança humana, com foco na construção de caminhos para fortalecer a cooperação internacional na região amazônica.
Um dos pontos centrais do encontro foi a complexidade dos desafios envolvidos no enfrentamento da criminalidade ambiental, que exige maior integração entre políticas públicas, operações e diferentes níveis de atuação institucional. Como destaca Mila, “a criminalidade na Amazônia não é só uma questão de segurança pública, mas de segurança climática, ambiental, humana, energética. Ou seja, é uma questão de segurança nacional”.
Também ganhou destaque a necessidade de articulação entre níveis federativos, cooperação interagências e coordenação regional, além do envolvimento de setores estratégicos. “É impossível tratar do combate à criminalidade ambiental na Amazônia sem incluir as forças armadas e o setor de inteligência. Esse é um desafio que demanda ações integradas, com participação comunitária e de longo prazo”, completa.
O Rio Climate Security Dialogue integra uma série de encontros regionais promovidos pelo Serviço de Instrumentos de Política Externa da União Europeia, em parceria com a adelphi global, com edições já realizadas em cidades como Bruxelas, Nairóbi, Panamá e Amã. A iniciativa se baseia na Joint Communication on Climate and Security (2023), que reconhece os riscos crescentes da crise climática para a segurança global e reforça a importância da cooperação internacional.
A participação do Centro Soberania e Clima reforça sua atuação no debate sobre segurança climática no Brasil, especialmente na Amazônia. O Centro trabalha para conectar atores e fortalecer o debate, contribuindo para a construção de respostas mais integradas para os desafios da região.





