Revista Diálogos: Edição Especial aborda fusão entre soberania, segurança e clima na inserção estratégica do Brasil na agenda climática
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O Centro Soberania e Clima (S&C) lançou o primeiro bloco da Edição Especial da Revista Diálogos, intitulada “O Brasil na Agenda do Clima” (V4, Nº 2). Esta etapa inicial disponibiliza o Prefácio e sete policy papers que conectam clima a temas estratégicos: governança em Relações Internacionais, a relação entre defesa e mandatos presidenciais, mineração de minerais críticos, os impactos da Lei nº 15.042/2024 na Amazônia e os desafios das fronteiras climáticas. 

Preparada no contexto da COP30, a publicação defende que o sucesso brasileiro na agenda climática depende de um “tripé estratégico”: natureza, economia e dissuasão. Ao integrar clima, segurança e economia em um novo conceito de soberania, a obra posiciona o Brasil como líder estratégico. Composta por 14 policy papers e a colaboração de 29 autores, a edição reforça o fim das “fronteiras temáticas” que historicamente isolaram os debates sobre meio ambiente, defesa e diplomacia. Esse movimento marca um ponto de virada conceitual: o clima deixa de ser uma pauta restrita ao campo ambiental para se tornar o eixo central da Segurança Nacional e da inserção do país no mundo.

Os textos mergulham em temas críticos que conectam a soberania mineral e a transição energética justa à governança climática no ensino de Relações Internacionais. Além de abordarem a segurança humana em diversas frentes, analisando desde o envelhecimento nas cidades e a saúde pública até os desafios das fronteiras climáticas e a proteção de comunidades tradicionais na Amazônia. Com esta edição especial, o Centro Soberania e Clima oferece insumos essenciais para que a resiliência climática se transforme em um projeto de Estado duradouro, capaz de assegurar os direitos da população e a integridade do território nacional para além da COP30.

A estrutura da revista fundamenta-se em um tripé estratégico que redefine a natureza como um ativo de poder geopolítico e de soluções sustentáveis, superando a visão de passividade frente à degradação. Essa abordagem conecta a prosperidade econômica ao combate à ilegalidade, defendendo que estruturas produtivas inclusivas são essenciais para neutralizar o crime organizado, e completa-se com o resgate da dissuasão e da soberania. Sob a premissa de que “é preciso ser forte para ser pacífico”, a publicação argumenta que a proteção das riquezas nacionais e o controle autônomo sobre o desenvolvimento sustentável exigem uma capacidade tecnológica, científica e diplomática robusta.

Autores desta edição: Aline Pimentel da Silva, Ana Carolina Russo, Ana Beatriz de Melo Lima, Arkley Marques Bandeira, Axel Bastián Poque González, Cássio Alex Wohlenberg Pires, Christian Lyrion de Barros Fontão, Danilo Abreu Luz Fernandes, Flávia Silva Lanza, Flávio Augusto Lira Nascimento, Giorgio de Tomi, Giovanna Helena Vieira Ferreira, Giovanna Loredo, Hannah Ádrea Farias da Silva, Henrique Ribeiro da Rocha, Jordane de Oliveira Borges, Julia de Souza Lucena Nishio, Letícia Britto dos Santos, Lidiane dos Santos Lima, Lígia Amoroso Galbiati, Manuella Gabrielly Oliveira de Oliveira, Matheus Felten Fröhlich, Rodrigo Cardoso Bonicenha, Rodolfo Dourado Maia Gomes, Samia Rafaela Maracaipe Lima, Talita de Fátima Pereira Furtado Montezuma, Tayssa Rauanny Silva Jansen, Tiago Alves da Rocha Silva e Viviane Japiassú Viana.

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