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O Brasil no epicentro do futuro climático: sua análise pode compor esse debate estratégico

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Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o ano de 2024 foi o mais quente já registrado e o primeiro em que a temperatura média global esteve acima do limite de aumento de 1,5°C, em relação ao período pré-industrial, estabelecido pelo Acordo de Paris. Em resposta, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, alertou que ainda há tempo para evitar maiores catástrofes, contudo, é necessário liderança política.

Nesse cenário, o Brasil ocupa uma posição-chave. O país está no topo da lista dos 18 países mais megadiversos do mundo, é detentor de cerca de 15 a 20% da biodiversidade global, contendo em seu território dois hotspots de biodiversidade – a Mata Atlântica e o Cerrado –, seis diferentes biomas e três grandes ecossistemas marítimos. A bacia Amazônica, por exemplo, é um importante ativo estratégico nacional, pois além de ocupar 58,9% do território brasileiro, abriga 10% de todas as espécies da fauna e da flora do mundo, 20% da água doce existente e 60% das florestas tropicais, possuindo papel crítico no ciclo de captura de carbono do planeta. Importa ainda destacar que a maior parte dessa biodiversidade está localizada em solo brasileiro. Esses fatores conferem à biodiversidade brasileira importante significado geopolítico. 

Além da sua importância ambiental, o Brasil tem sido um agente influente na estruturação da governança climática global, liderando eventos como a Rio 92, a Rio+20 e participando ativamente das negociações do Acordo de Paris. Em 2025, o país amplia sua responsabilidade diante da emergência climática ao sediar a COP 30 em plena Amazônia, ecossistema ameaçado de atingir o ponto de não-retorno

É com base nesse contexto que o Centro Soberania e Clima abre chamada pública para a edição especial da revista Diálogos Soberania e Clima, com o tema “O Brasil na Agenda do Clima”. A publicação tem como objetivo fomentar análises e recomendações estratégicas que contribuam para o fortalecimento da resposta nacional às mudanças climáticas, conectando os desafios do presente com soluções viáveis, sustentáveis e integradas ao desenvolvimento do país.

Eixos Temáticos

Convidamos pesquisadores(as), especialistas, formuladores de políticas públicas, representantes da sociedade civil e do setor privado a enviarem policy papers que dialoguem com ao menos um dos eixos abaixo:

  • Governança Climática e Política Internacional
  • Atores e Governança Local na Agenda do Clima
  • Emergência Climática e seus Impactos Socioambientais
  • Amazônia e Outros Biomas no Contexto Climático
  • Intersecções entre Mudança do Clima, Geopolítica e Segurança
  • Transição Energética e Financiamento Climático

Cronograma da Chamada Pública

  • Abertura da chamada: 26 de março de 2025
  • Envio de resumos: até 22 de abril de 2025
  • Retorno aos autores(as): até 25 de abril de 2025
  • Submissão da 1ª versão do policy paper: 25 de julho de 2025
  • Revisão editorial: até 25 de agosto de 2025
  • Entrega da versão final do policy paper: 19 de setembro de 2025
  • Publicação e lançamento: novembro de 2025

Envie o título, palavras-chave (até 5) e seu resumo (até 200 palavras), para o email publicacoes@soberaniaeclima.org.br até o dia 22 de abril de 2024. Os trabalhos podem ser escritos em português, espanhol ou inglês e assinados por até três autores

Sobre os Policy Papers

Um policy paper (ou documento/agenda de política pública) é um texto curto, objetivo e estratégico que apresenta um problema relevante e recomenda soluções viáveis com base em evidências. Geralmente é produzido para audiências não-acadêmicas, tais como governos, agências reguladoras e diferentes autoridades.

 Formato esperado:

  • Extensão: entre 10 e 12 páginas
  • Sumário Executivo (obrigatório): Deve ser iniciado com um Sumário Executivo, apresentando o problema, recomendações e o impacto esperado.
  • Deve apresentar: dados, evidências e implicações do problema, além de incluir atores envolvidos, obstáculos, e o contexto em que se insere o problema.
  • Recomendações claras: conclusão com recomendações para endereçar problemas e desafios identificados, podendo apontar brevemente diferentes caminhos ou respostas possíveis.

Ao promover esta chamada, o Centro Soberania e Clima busca ampliar o espaço de participação qualificada no debate climático, promovendo a articulação entre ciência, Estado, sociedade civil e setor privado. O objetivo é contribuir para a construção de soluções alinhadas ao desenvolvimento sustentável, à justiça social e à soberania nacional.

Para mais informações sobre a revista, acesse: soberaniaeclima.org.br/revista

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