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Webinar | Eventos Climáticos Extremos e Desastres Naturais no Brasil

A frequência e a intensidade dos eventos climáticos extremos têm aumentado significativamente devido à mudança do clima. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, nos últimos cinquenta anos, desastres relacionados ao clima, água e fenômenos meteorológicos resultaram em mais de 2 milhões de mortes e aproximadamente 4,3 trilhões de dólares em perdas econômicas. Esses impactos afetam desproporcionalmente os países em desenvolvimento, onde ocorrem cerca de 90% das mortes e 60% das perdas econômicas associadas a desastres climáticos.

No Brasil, um exemplo recente é a tragédia no Rio Grande do Sul, onde chuvas torrenciais e enchentes nos meses de abril e maio de 2024 atingiram 471 cidades do estado. Segundo dados da Defesa Civil, um mês após o ocorrido, quase 630 mil pessoas haviam sido deslocadas e 172 haviam falecido. Esta situação destacou a vulnerabilidade da região a esses fenômenos e a necessidade urgente de medidas eficazes de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e resposta a desastres. Além disso, outros desastres naturais recentes no Brasil incluem inundações em Santa Catarina (2008/2009), deslizamentos de terra na região serrana do Rio de Janeiro (2011), seca prolongada no Nordeste (2012-2013), e incêndios florestais no Pantanal e na Amazônia (2019-2020).

A recorrência desses eventos destaca a importância de fortalecer sistemas de monitoramento para proteger as populações vulneráveis e minimizar os danos. As conferências climáticas da ONU têm destacado a necessidade de sistemas de alerta precoce e o fortalecimento dos mecanismos de gestão de desastres. A iniciativa “Early Warnings for All” da ONU, lançada na COP27, visa garantir que serviços de alerta precoce alcancem todas as pessoas até 2027. No Brasil, o Sistema de Alerta de Desastres Naturais, coordenado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), enviou mais de 100 mil alertas entre 2011 e 2020, ajudando a reduzir os impactos dos desastres naturais.

Investir em cidades e sistemas urbanos resilientes é essencial para enfrentar os desafios impostos pelos eventos climáticos extremos. Isso envolve a implementação de infraestruturas adaptadas às mudanças climáticas, a educação da população sobre medidas preventivas e a capacitação de equipes de resposta. No Brasil, há uma necessidade clara de mais investimentos e capacitação em todas as fases do ciclo de gestão de desastres: preparação, resposta, recuperação e mitigação. A dificuldade de coordenação entre os diversos atores envolvidos na resposta a desastres, incluindo governos locais, estaduais e federais, Forças Armadas, sociedade civil e setor privado, representa um desafio significativo que precisa ser superado. 

Por fim, esforços de reconstrução pós-desastre e restauração de serviços essenciais demandam recursos substanciais e uma abordagem integrada entre governo, setor privado e comunidades. A tragédia no Rio Grande do Sul reforça, portanto, a necessidade de uma resposta rápida e eficaz e a implementação de estratégias de longo prazo. A partir desse cenário, o webinar «Eventos Climáticos Extremos e Desastres Naturais no Brasil» pretende discutir boas práticas e insuficiências da gestão de desastres no Brasil, cenários prospectivos e vulnerabilidades frente a eventos climáticos extremos no país, bem como desafios e oportunidades que surgem a partir da reconstrução de espaços afetados pela mudança do clima e por desastres naturais. 

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